Imagem: Drew Jarrett
Ravyn Lenae lança seu terceiro álbum de estúdio, “Blue Island”, via Atlantic Records, com distribuição nacional da Warner Music Brasil.
Produzido executivamente por Dahi — colaborador de Bird’s Eye e vencedor do GRAMMY —, Blue Island apresenta um universo sonoro imersivo, marcado pela elegância, leveza e pela confiança de uma artista que encara este momento como apenas o início de uma trajetória ainda maior.
O álbum chega após o sucesso mundial de “Love Me Not”, que alcançou o 5º lugar na Billboard Hot 100, entrou no Top 10 da Billboard Global 200, chegou à 2ª posição da parada oficial de singles do Reino Unido e figurou entre as músicas mais ouvidas em países como Canadá e Austrália.
No Brasil, a faixa, lançada em 2024, ultrapassou a marca de 40,1 milhões de reproduções de áudio nas plataformas de streaming e soma 3 milhões de visualizações em seu videoclipe. A recente viralização da música no país foi impulsionada pelo consumo orgânico nas redes sociais, onde passou a embalar milhares de conteúdos produzidos por usuários em plataformas de vídeos curtos. Como reflexo desse engajamento, somente em 2026, “Love Me Not” acumulou 22,8 milhões de streams, consolidando o Brasil como o sexto maior mercado global da artista.
O reconhecimento internacional abriu portas para oportunidades com as quais Ravyn sempre sonhou, mas também trouxe desafios. Ao longo desse período, a cantora vivenciou momentos de alegria, ansiedade, solidão e até desilusões amorosas. Paralelamente, precisou lidar com questionamentos equivocados sobre sua identidade negra e com discussões reacendidas sobre seu pertencimento a determinados espaços da música. Nesse processo, encontrou inspiração em artistas como Santigold, Janet Jackson e Tracy Chapman, cujas trajetórias reforçaram sua convicção de que mulheres negras podem transitar por diferentes gêneros musicais e construir carreiras sem abrir mão de sua identidade artística.
É justamente essa liberdade que guia Blue Island. No álbum, Ravyn explora todas as facetas de sua personalidade: suas peculiaridades, o lado leve e sedutor, as inquietações que atravessam a juventude e permanecem mesmo depois dela, além dos momentos silenciosos, solitários e fora do comum que acompanham qualquer processo de transformação.
Musicalmente, o projeto amplia ainda mais o universo criativo da artista. Além da produção executiva de Dahi, o álbum reúne colaboradores como Justin Tranter (Chappell Roan, Britney Spears e Justin Bieber), Diana Gordon (Beyoncé, Mark Ronson e Lil Yachty) e Andrew Aged (Lorde, Mk.gee e Blood Orange), além da participação especial de Doechii na faixa “Babygirl”. Sem abandonar a essência de seu trabalho, Ravyn incorpora referências que passam por Blondie, The Sundays, The Cranberries e Martin Rev, chegando até às estruturas grandiosas dos refrões e aos vocais marcantes das trilhas sonoras de Bollywood.
“Blue Island representa um ponto de chegada. É o momento em que me sinto segura de quem sou e livre de qualquer ideia preconcebida sobre o que significa ser uma artista negra ou sobre quem eu precisava ser no passado. Agora é divertido desafiar as expectativas sobre como o R&B ou o pop deveriam soar… e simplesmente dizer ‘que se dane tudo isso’ e fazer do meu jeito” comenta Ravyn.
O projeto reúne os singles já lançados “Saturday Night”, “Reputation”, com participação de Dominic Fike, “Bobby” e “Handle”. Esta última marcou o início da nova fase da artista e chegou acompanhada de um videoclipe no qual Ravyn incorpora coreografias ao seu trabalho pela primeira vez.
Pensando nas apresentações ao vivo, a cantora trabalhou ao lado da diretora de movimento Akira Uchida, de Nova York, buscando mostrar que uma música pode continuar profundamente pessoal e, ao mesmo tempo, alcançar até mesmo o público das últimas fileiras. A parceria ganhou destaque em junho, quando Ravyn estreou nos festivais Primavera Sound, em Barcelona, e Governors Ball, em Nova York, com apenas 48 horas de diferença entre as apresentações. Sobre o show no Governors Ball, a Billboard destacou que sua coreografia “fica em algum lugar entre Bob Fosse e David Winters”.
Ainda neste mês, Ravyn embarca em uma sequência de festivais pela Europa e pelo Reino Unido antes de iniciar, no outono norte-americano, sua turnê como atração principal pelos Estados Unidos e Canadá. A série contará com 22 apresentações e terá Lexa Gates, Nourished By Time e Q como convidados em datas selecionadas.
