Lançamento

O álbum nasceu depois de um período de pausa, escuta e reorganização. A partir de uma inspiração que, segundo Pitty, não foi racionalizada, as ideias foram surgindo e ela voltou a criar sozinha com o violão, como nos primeiros anos, quando compunha no quarto de sua casa, em Salvador

Por: Redação

Fotos Jorge Daux

“Sinto que estou fazendo o meu primeiro disco, essa é a minha sensação.” É assim que Pitty define o processo que deu origem a Pitty, seu sexto álbum de inéditas, que chega às plataformas no dia 16 de outubro, pela Deck e também nos formatos CD físico e vinil. Sete anos depois de Matriz (2019), a artista apresenta um trabalho homônimo de 13 faixas que reúne diferentes perspectivas, experiências e sonoridades.

 

O álbum nasceu depois de um período de pausa, escuta e reorganização. A partir de uma inspiração que, segundo Pitty, não foi racionalizada, as ideias foram surgindo e ela voltou a criar sozinha com o violão, como nos primeiros anos, quando compunha no quarto de sua casa, em Salvador. Desta vez, porém, o processo avançou para além das letras e melodias. Em seu próprio estúdio, a artista experimentou arranjos, criou riffs e pré-produziu demos, construindo a identidade musical das canções antes mesmo de entrar em estúdio para gravá-las.

Capa do disco

O primeiro a ouvir as novas criações foi Rafael Ramos, parceiro de longa data e responsável pela produção do álbum ao lado de Pitty. “Quando ela fez as demos, as ideias estavam meio que prontas. O riff estava lá, a batida estava lá, a forma que o refrão crescia, até as quebradas de bateria. Então, muito dessa produção vem dela apresentar uma ideia completa. Não tivemos que passar por nenhuma reformulação, porque realmente, a demo era uma coisa perfeita, já empolgava”, comenta o produtor.

 

Em menos de dois meses, Pitty compôs todas as músicas do álbum, em um processo de criação intenso. Em Pitty, o rock permanece no centro da linguagem musical da artista, mas não funciona como fronteira. Ao longo das 13 faixas, guitarras, riffs e baterias convivem com diferentes ritmos, texturas e possibilidades de movimento. O resultado é um disco que preserva a identidade musical de Pitty enquanto amplia as formas de expressá-la.

A abertura do álbum, Sobremesa, primeiro single do projeto, combina um riff de guitarra marcante a um refrão de forte apelo melódico. Armadura explora a possibilidade de um rock também dançante e incorpora uma referência a Clarice Lispector. Já o DESOBEDIENTE combina referências melódicas de diferentes tradições musicais com uma batida de hip-hop e o peso do rock. A faixa tem produção de Nave ao lado de Pitty e Rafael Ramos.

 

Felipe Vassão assina a coprodução de Sobriedade Seletiva e Pileque de Poeta, duas músicas que aproximam as guitarras da pista de dança. Não à Deriva também explora essa dimensão de movimento.

Pitty lança seu sexto álbum de inéditas, que chega às plataformas no dia 16 de outubro

Em Caminhada, Pitty aborda parceria e sororidade, sintetizada no verso “É sobre meu braço no seu quando o corpo vacila, é ser o teu eco na frente da mesma fila”. “Amiga,” incorpora novas camadas de percussão, enquanto Álbum de Casamento dialoga com o blues. O repertório se completa com Madame, Prazer, Universo, Cuidada e Nó.

 

Mais de duas décadas depois de surgir como uma das vozes que transformaram o rock brasileiro, Pitty ocupa hoje um lugar raro na música brasileira: uma mulher que atravessa gerações com um repertório que segue vivo e cada vez mais relevante, sem perder a inquietação de quem ainda quer criar, experimentar e se mover. É desse encontro entre uma trajetória consolidada e o impulso de continuar descobrindo novos caminhos que nasce Pitty.

 

Pitty reúne, assim, diferentes dimensões da artista: a compositora que começou sozinha com o violão, a roqueira que mantém as guitarras no centro de sua linguagem e a mulher que segue experimentando novas possibilidades. Um disco que carrega sua trajetória, mas encontra sua identidade na artista que Pitty é hoje.

 

 

O projeto também ganhará os palcos em breve. Anunciada em agosto, a turnê estreia no dia 17 de outubro, em São Paulo, um dia após o lançamento, com ingressos esgotados. Também já estão esgotadas praças como Belo Horizonte, Porto Alegre e Vitória. Até dezembro, o show passará ainda por Curitiba (PR), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP), Sorocaba (SP), Balneário Camboriú (SC) e Leopoldina (MG), com os últimos ingressos à venda. Em breve serão anunciadas novas datas e cidades, ampliando a passagem do show pelo país.

 

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FICHA TÉCNICA – “Pitty”

 

Produzido por Pitty e Rafael Ramos

 

“DESOBEDIENTE” produzida por Pitty, Rafael Ramos e Nave

“Pileque de Poeta” e “Sobriedade Seletiva” produzidas por Pitty, Rafael Ramos e Felipe Vassão

 

Gravado nos Estúdios: Tambor (RJ), Space Blues (SP) e 12 Dólares (SP)

Engenheiros de Gravação: Alexandre Fontanetti, Fabio Pinczowski, Jorge Guerreiro, Matheus Gomes, Pedro Luz e Tofu Valsechi.

 

Mixado no Estúdio Tambor (RJ) por Rafael Ramos

Engenheiros de Mixagem: Matheus Gomes e Pedro Garcia

 

Masterizado no Sterling Sound (NJ-EUA) por Randy Merrill

 

Todas as músicas e letras por Pitty e editadas por Setevidas (Warner Chappell)

 

Gerenciamento de carreira: Elemess

 

Arte: Carol Barragana

Fotos: Jorge Daux

 

Encarte:

Styling: Jéssica Schneider

Beleza: Norimeke

Assistência de beleza: Francisco Nicioli

Design: Leandro Arraes

 

FAIXAS:

 

1. Sobremesa:

Martin Mendonça: Guitarra

Paulo Kishimoto: Baixo

Nico: Bateria

Rodrigo Tavares: Teclados

 

2. Armadura:

Martin Mendonça: Guitarra e Violão

Paulo Kishimoto: Baixo e Synths

Nico: Bateria

Rodrigo Tavares: Teclados

 

3. DESOBEDIENTE:

Martin Mendonça: Guitarra

Paulo Kishimoto: Baixo, Teclados e Violões

Nico: Bateria

Nave: Samplers e Programações

 

4. Pileque De Poeta:

Martin Mendonça: Guitarra

Paulo Kishimoto: Baixo

Nico: Bateria

Felipe Vassão: Programação e Teclados

 

5. Não à Deriva:

Martin Mendonça: Guitarra

Paulo Kishimoto: Baixo e Teclados

Nico: Bateria

 

6. Caminhada:

Martin Mendonça: Guitarra

Paulo Kishimoto: Baixo

Nico: Bateria

Rodrigo Tavares: Teclados

Rafael Ramos: Programação

 

7. Sobriedade Seletiva:

Martin Mendonça: Guitarra

Paulo Kishimoto: Baixo

Nico: Bateria

Felipe Vassão: Programação e Teclados

 

8. “Amiga,”:

Martin Mendonça: Guitarra

Paulo Kishimoto: Baixo, Violões e Percussão

Nico: Bateria

Rodrigo Tavares: Teclados

 

9. Madame:

Martin Mendonça: Guitarra

Paulo Kishimoto: Baixo e Synths

Nico: Bateria

Rodrigo Tavares: Teclados

 

10. Álbum De Casamento:

Martin Mendonça: Guitarra

Paulo Kishimoto: Baixo e Teclados

Nico: Bateria

Rodrigo Tavares: Sampler e Teclados

 

11. Prazer, Universo:

Martin Mendonça: Guitarra e Violão

Paulo Kishimoto: Baixo

Nico: Bateria

Rodrigo Tavares: Teclados

 

12. Cuidada:

Martin Mendonça: Guitarra

Paulo Kishimoto: Baixo

Nico: Bateria

Rodrigo Tavares: Teclados

 

13. Nó:

Martin Mendonça: Guitarra e Violão

Paulo Kishimoto: Baixo

Nico: Bateria

Rodrigo Tavares: Teclados