Foto: Jorge Daux
Depois de alguns dias movimentando os fãs com pistas nas redes sociais, Pitty finalmente revelou o mistério. Em um vídeo-manifesto, a cantora anunciou uma nova etapa de sua trajetória artística e confirmou o lançamento de “PITTY”, seu sexto álbum de inéditas.
O novo trabalho chega em 16 de outubro, pela gravadora Deck, e será o primeiro disco de estúdio da artista em sete anos. O último álbum de inéditas havia sido “Matriz”, lançado em 2019.
A novidade representa o fim de uma longa espera para quem acompanha a carreira da cantora. Nesse intervalo, Pitty esteve envolvida em diferentes projetos, encontros e apresentações, enquanto também viveu um período de pausa criativa e afastamento da rotina intensa dos palcos.
Segundo Pitty, o novo álbum começou a tomar forma de maneira espontânea no final de 2025. Inicialmente, a intenção nem sequer era produzir um disco.
“Eu ainda não estava pensando em fazer um álbum. Mas veio um troço, a caneta começou a fritar, a caneta ferveu, e eu fui deixando.”
A partir desse impulso, novas composições foram surgindo e a artista decidiu simplesmente seguir o processo, sem tentar enquadrá-lo em um planejamento prévio.
O resultado, segundo ela, acabou se impondo naturalmente.
“Esse disco se fez e se impôs. Eu fui tomada por ele.”
O processo também trouxe de volta uma relação mais íntima com a composição, semelhante àquela vivida por Pitty no início da carreira, quando escrevia sozinha em seu quarto, em Salvador, antes do lançamento de “Admirável Chip Novo”, em 2003.
A diferença é que, agora, aquele impulso inicial encontra uma artista que carrega mais de duas décadas de experiências, transformações e descobertas.
Pitty por inteiro
O título homônimo não é apenas uma escolha estética. “PITTY” funciona como uma espécie de assinatura para uma obra que reúne diferentes dimensões da artista.
Neste novo trabalho, ela assume a criação e a direção geral do projeto, participando das letras, melodias, riffs e da coprodução musical. A estética e a narrativa também fazem parte da concepção do álbum.
A proposta reforça uma característica que acompanha sua trajetória: a capacidade de transformar experiências pessoais e inquietações em uma obra que dialoga com diferentes gerações.
Desde o início dos anos 2000, Pitty ocupa um espaço singular no rock brasileiro. Em um gênero historicamente marcado pela predominância masculina, a cantora construiu uma carreira baseada em identidade autoral, repertório popular e disposição para experimentar.
Não é volta. É consequência.
O novo álbum também chega depois de um período em que a artista decidiu desacelerar e observar a própria trajetória.
A pausa, segundo Pitty, serviu como espaço para escuta, elaboração e reencontro com a composição. Agora, o retorno ao estúdio não aparece como uma tentativa de repetir o passado, mas como consequência natural de tudo o que aconteceu nesse intervalo.
“Eu tenho dito que estou fazendo o primeiro disco da minha vida, porque essa é a sensação”, afirma.
A cantora também define o momento como uma nova maneira de criar, permitindo que as músicas surgissem sem a necessidade de controlar antecipadamente o caminho que o trabalho tomaria.
Para os fãs que acompanham Pitty desde “Admirável Chip Novo”, passando por trabalhos como “Anacrônico”, “Chiaroscuro” e “Matriz”, o anúncio abre mais um capítulo de uma trajetória que já atravessa mais de 20 anos.
O primeiro disco homônimo da carreira chega às plataformas e demais formatos em 16 de outubro, pela Deck. Até lá, a artista promete revelar gradualmente os próximos capítulos dessa nova fase.
