Memória

Músico morreu aos 32 anos, em 25 de setembro de 1980, e deixou uma das performances mais influentes da história da bateria no rock

Por: Redação

Há exatos 46 anos, em 25 de setembro de 1980, o rock perdia um de seus bateristas mais importantes. John Bonham, integrante do Led Zeppelin, morreu aos 32 anos, encerrando precocemente uma trajetória que ajudaria a redefinir o papel da bateria dentro do rock pesado.

Bonham entrou para o Led Zeppelin em 1968 e rapidamente se tornou uma das peças centrais da identidade sonora do grupo. Ao lado de Jimmy Page, Robert Plant e John Paul Jones, participou da construção de uma sonoridade que atravessou o blues, o hard rock e o então emergente heavy rock.

Seu estilo combinava peso, precisão e groove, mas também uma dinâmica que permitia à bateria assumir papel de protagonista. Faixas como “Good Times Bad Times”, “Moby Dick”, “Immigrant Song” e “When the Levee Breaks” se tornaram exemplos da maneira particular como Bonham utilizava força, técnica e personalidade para conduzir as músicas.

A influência de Bonham ultrapassou os limites do Led Zeppelin. Seu modo de tocar ajudou a estabelecer novos parâmetros para a bateria no rock pesado, especialmente pela combinação entre potência e musicalidade.

Em “Moby Dick”, por exemplo, seus solos transformaram a bateria em elemento central do espetáculo ao vivo. Já em “When the Levee Breaks”, o impacto de sua batida se tornou uma das características mais reconhecíveis do catálogo do Led Zeppelin.

A morte de Bonham também marcou o destino da própria banda. Pouco depois, os integrantes anunciaram o fim do Led Zeppelin, entendendo que a formação não poderia continuar sem o baterista.

Mesmo décadas depois de sua morte, John Bonham continua sendo uma referência para bateristas de diferentes gerações e estilos. Sua abordagem influenciou o hard rock, o heavy metal e inúmeras vertentes posteriores da música pesada.

Aos 32 anos, Bonham deixou uma obra relativamente curta em comparação com o impacto que provocou. Quatro décadas e meia depois, suas gravações continuam servindo como referência para entender como a bateria poderia deixar de ser apenas acompanhamento e se transformar em uma das forças criativas de uma banda de rock.