Em 27 de setembro de 1986, o heavy metal perdeu um de seus músicos mais marcantes. Aos 24 anos, Cliff Burton, baixista do Metallica, morreu em um acidente envolvendo o ônibus da banda durante a turnê europeia do grupo.
Burton havia entrado para o Metallica em 1982, substituindo Ron McGovney, e permaneceu na formação até sua morte. Em pouco mais de quatro anos, participou de três discos que ajudaram a estabelecer as bases do thrash metal: “Kill ’Em All” (1983), “Ride the Lightning” (1984) e “Master of Puppets” (1986).
Mais do que acompanhar guitarras e bateria, Burton ajudou a ampliar o papel do baixo dentro do metal. Seu estilo combinava peso, distorção, técnica e elementos de música clássica, fazendo com que o instrumento assumisse momentos de protagonismo nas composições do Metallica.
Um dos exemplos mais conhecidos está em “Orion”, faixa instrumental de Master of Puppets. A composição evidencia a abordagem de Burton e tornou-se uma das peças mais associadas ao músico dentro do repertório da banda.
Uma trajetória interrompida
Cliff Burton morreu apenas alguns meses depois do lançamento de Master of Puppets, terceiro álbum do Metallica e um dos trabalhos mais importantes da primeira fase do grupo.
Na madrugada de 27 de setembro, o ônibus que transportava a banda pela Suécia saiu da estrada e tombou. Burton foi arremessado do veículo e morreu no acidente.
A morte interrompeu uma trajetória que, embora breve, já havia produzido uma contribuição significativa para a evolução do metal. Seu trabalho nos três primeiros álbuns do Metallica ajudou a estabelecer uma maneira diferente de utilizar o baixo em um gênero marcado pela velocidade, pelos riffs de guitarra e pela agressividade sonora.
Quatro décadas depois, a presença de Burton permanece associada a algumas das composições mais importantes da primeira fase do Metallica. Seu legado também pode ser percebido na forma como baixistas do metal passaram a tratar o instrumento não apenas como base rítmica, mas como parte ativa da construção melódica e da identidade das músicas.
Em 2026, quatro décadas após sua morte, Cliff Burton continua sendo lembrado por uma obra registrada em apenas três álbuns, mas que ajudou a definir uma das formações mais influentes da história do heavy metal.
