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Segundo capítulo do EP “Carta Aberta”, faixa chegou às plataformas em 26 de agosto e aposta na vulnerabilidade como caminho para a cura, a aceitação e o recomeço

Por: Redação

Depois de transformar a dor da desilusão amorosa em matéria-prima para “Eu Me Perdi”, FRAAAN desacelera o passo e propõe outro tipo de encontro no segundo capítulo de seu novo projeto. Em “Aprender a Lidar”, lançada nas plataformas digitais em 26 de agosto, a cantora e compositora transforma vulnerabilidade em acolhimento e faz da música um espaço seguro para quem ainda convive com as marcas deixadas pelo passado.

Se o primeiro single do EP “Carta Aberta” mergulhava na urgência e nas feridas de uma experiência amorosa, a nova faixa chega em outra frequência. “Aprender a Lidar” não tenta oferecer respostas rápidas ou fórmulas para superar a dor. Pelo contrário: a canção encontra força justamente na compreensão de que seguir em frente também significa respeitar o próprio tempo.

A composição parte de uma percepção madura sobre o processo de cura. Superar, aqui, não significa apagar lembranças, fingir que nada aconteceu ou deixar de sentir. Significa aprender a coexistir com aquilo que fez parte da história e, pouco a pouco, encontrar uma nova maneira de caminhar.

É nesse espaço entre a memória e o recomeço que FRAAAN constrói a atmosfera da faixa. A música funciona como um respiro — quase como um abraço colocado em forma de som — para quem já atravessou períodos de dor e descobriu que algumas cicatrizes não desaparecem completamente, mas podem deixar de determinar os próximos capítulos.

“Aprender a Lidar” nasce do desejo de acolher. É uma música sobre olhar para as próprias cicatrizes e entender que elas fazem parte da história, mas não definem o fim dela. Quero que quem ouvir sinta que não está sozinho no seu processo”, revela FRAAAN.

Um diário emocional em forma de EP

“Aprender a Lidar” amplia a proposta de “Carta Aberta”, projeto que funciona como uma espécie de diário emocional da artista. Ao longo do EP, FRAAAN transforma angústias, superações e sentimentos muitas vezes vividos em silêncio em canções confessionais, buscando justamente aquilo que existe de universal nas experiências mais particulares.

A força do projeto está nessa identificação. Ao falar de suas próprias vulnerabilidades, a artista abre espaço para que o público reconheça as próprias histórias — sejam elas relacionadas a amores que terminaram, lembranças que permanecem ou processos internos que não obedecem a um calendário.

Com mais de uma década de experiência como DJ, FRAAAN também carrega para sua trajetória como cantora uma habilidade construída ao longo dos anos: a de perceber e interpretar as emoções de quem está do outro lado. A vivência nas pistas ajudou a moldar sua sensibilidade para entender o público, seus estados de espírito e a maneira como a música pode acompanhar diferentes momentos de uma vida.

Agora, essa experiência ganha uma nova dimensão em seu trabalho autoral. Como cantora e compositora, FRAAAN reafirma uma identidade pautada pela transparência e pela honestidade, sem esconder as imperfeições ou tentar transformar a vulnerabilidade em algo a ser disfarçado.

Em “Aprender a Lidar”, a fragilidade não aparece como fraqueza. Ela se torna linguagem, conexão e, sobretudo, refúgio.

O novo single chega como mais uma página de “Carta Aberta” — uma página sobre aceitar o que passou sem permitir que o passado determine o que ainda está por vir. E talvez seja justamente aí que esteja sua mensagem mais potente: algumas dores não precisam ser esquecidas para que a gente possa continuar.

Ouça “Aprender a Lidar”, de FRAAAN:
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