Disco

Com 8 faixas instrumentais, o disco evidencia a musicalidade excepcional de Lúcio. De imediato, se destacam as linhas de guitarras únicas, conhecidas desde seu trabalho com a Nação Zumbi, envoltas em timbres psicodélicos. Mas além da virtuosidade no instrumento, o projeto traz arranjos precisos e diferentes climas, com composições inspiradas por diferentes gêneros e sonoridades

Por: Redação

O grande guitarrista Lúcio Maia lançou neste dia 16/04 seu segundo álbum de estúdio, o homônimo “Lúcio Maia”, um trabalho que celebra a psicodelia, diversidade de sonoridades e as diferentes possibilidades da música instrumental.

Com 8 faixas instrumentais, o disco evidencia a musicalidade excepcional de Lúcio. De imediato, se destacam as linhas de guitarras únicas, conhecidas desde seu trabalho com a Nação Zumbi, envoltas em timbres psicodélicos. Mas além da virtuosidade no instrumento, o projeto traz arranjos precisos e diferentes climas, com composições inspiradas por diferentes gêneros e sonoridades. As novas faixas flertam com o futurismo, movimento artístico e literário do início do século XX que exaltava a modernidade, a velocidade e a tecnologia.

O álbum se inicia com a faixa “Cogumelo de Vidro”, que já estabelece a proposta do disco; tanto na sonoridade que segue no restante do álbum, quanto no título da faixa, que remete ao contexto alucinógeno em que boa parte do projeto foi criado.

A segunda faixa, Qítara, se aprofunda ainda mais na estética psicodélica, guiada por riffs de guitarra que se alternam entre momentos com texturas eletrônicas. Em seguida, os dois singles já divulgados previamente: “Fetish Motel”, com uma atmosfera cinematográfica que remete aos filmes noir dos anos 1960; e “Tábua das Horas”, com melodias marcantes misturando ritmos do baião e reggae.

A segunda metade do álbum continua explorando diferentes texturas e ritmos, com a percussão latina de “Brisa Breve”; “L’amour”, um dos únicos momentos com uma voz, com uma narração em francês guiando as paisagens sonoras; “Noturno”, que conta com cordas dando um ar orquestral e transcendente para a faixa; e a conclusão do álbum, “Contorno Ausente”, que fecha o disco com linhas de guitarra cheias de efeitos e repetições.

Este é o segundo álbum solo de Lúcio, seguindo o disco também homônimo de 2019. O álbum foi produzido pelo próprio Lúcio e mixado por Mario Caldato Jr e Daniel Ganjaman, com a participação de Arquétipo Rafa na bateria e Marco Gerez no baixo, além de Pedro Regada nos synths.

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Nos shows o guitarrista toca em formato de trio, com os mesmos integrantes da “cozinha” que gravou o disco, abrindo espaço para deixar em evidência a virtuosidade de cada instrumentista, e traduzindo os arranjos psicodélicos do estúdio para a energia do ao vivo. No último mês, realizou um show lotado no SESC Avenida Paulista, e em breve anunciará novas datas.

Lúcio Maia é fundador da banda pernambucana Nação Zumbi, que junto com seus parceiros espalhou pelo mundo sua mistura de influências da música do seu estado com influências universais, que o colocou no patamar dos mais importantes músicos de sua geração.

“Lúcio Maia” é um lançamento do selo Opium em parceria com a ForMusic Records.

Embora conhecido e reconhecido como guitar hero da Nação Zumbi, Lúcio Maia tem uma trajetória paralela que mostra suas buscas por outras paragens musicais para além da colisão afrociberdélica de ritmos e melodias da usina de som pernambucana. Ele também tocou ao lado de Seu Jorge no grupo Almaz; com o rapper Rodrigo Brandão no grupo Zulumbi; e com Marisa Monte na turnê Verdade, Uma Ilusão; além de seu próprio trabalho solo, sob o nome de Maquinado e hoje sob seu próprio nome. Em cada um destes projetos, busca explorar com sua guitarra novas sonoridades em extremos diferentes do leque musical brasileiro.