Coletânea

“Sem Radar” do LS Jack, “Norte e Sul”, do Kiko Zambianchi, “Três Lados”, do Skank, “Lavanda”, do Otto e “Sinceramente”, do Cachorro Grande estão entre as interpretações aceleradas de “O Pop é Punk 00’s”, que traz ainda versões inusitadas como “Quando Você Passa (Turu Turu)”, de Sandy & Junior, e “Borboletas”, da dupla Victor & Leo. Músicas consagradas na voz de Milton Nascimento, Tribalistas, Calypso, Pato Fu e Jorge Aragão também são recriadas no disco.

Por: Redação

Arte: Paulinho Tscherniak

A coletânea “O Pop é Punk” chega à sua última edição com versões punk rock de sucessos marcantes da música brasileira, gravadas por bandas independentes de diferentes regiões do Brasil. Lançado nesta quinta-feira (28), “O Pop é Punk: 00s” encerra um ciclo iniciado em 2023 com releituras da música nacional das décadas de 1960, 1970, 1980, 1990 e 2000.

“Sem Radar” do LS Jack, “Norte e Sul”, do Kiko Zambianchi, “Três Lados”, do Skank, “Lavanda”, do Otto e “Sinceramente”, do Cachorro Grande estão entre as interpretações aceleradas de “O Pop é Punk 00’s”, que traz ainda versões inusitadas como “Quando Você Passa (Turu Turu)”, de Sandy & Junior, e “Borboletas”, da dupla Victor & Leo. Músicas consagradas na voz de Milton Nascimento, Tribalistas, Calypso, Pato Fu e Jorge Aragão também são recriadas no disco.

Ao todo, são 27 artistas envolvidos no lançamento, que é a maior edição da coletânea, e com mais bandas novas. “Acho que isso trouxe a edição mais diversa sonoramente, com caminhos que ainda não tinham aparecido nas coletâneas anteriores. Tem versões mais experimentais, leituras mais ousadas e uma energia diferente das outras edições”, revela Felipe Medeiros, idealizador do projeto. Ele também destaca a relação afetiva das bandas participantes com o repertório escolhido. “Uma coisa que me chamou atenção nessa edição foi como as bandas escolheram rapidamente quais músicas queriam revisitar. Pra mim isso mostra o quanto essa época marcou muita gente que está participando do projeto hoje.”

Lançado de forma independente pela Grudda Records, o projeto consolidou ao longo dos anos uma rede colaborativa entre artistas da cena underground nacional. “O mais bonito foi perceber como ele ajudou a movimentar bandas ativas e criou uma espécie de comunidade entre artistas de diferentes lugares. Tivemos bandas de várias regiões do Brasil participando e até uma banda argentina em uma das edições”, comenta Felipe.

Sobre o encerramento da série, ele afirma que o projeto cumpriu seu propósito. “Esse é o último volume do projeto. A gente começou lá nos anos 60 e foi caminhando até a década que ainda fazia sentido revisitar. Acho que o ‘Pop é Punk’ conseguiu cumprir muito bem o papel dele.”

A arte da capa foi desenvolvida pelo artista Paulinho Tscherniak, responsável também pelas duas edições anteriores. Desta vez, a proposta foi criar uma releitura visual inspirada no álbum “Take Off Your Pants and Jacket”, da banda blink-182, trazendo referências ligadas à cultura pop e musical dos anos 2000.

Ouça “O Pop é Punk:00’s” na íntegra: