A banda paulistana Armadilha foi criada em 2010 e hoje é formada por Pedro Zupo (vocais), Denys Garcia (guitarra), Gregório Palhano Bondezam (guitarra), Pedro Cavichiollo (baixo) e Marcelo S.O.S. (bateria).
Esses cinco headbangers encaram seu trabalho com tamanho significado que praticamente enunciam o heavy metal por uma perspectiva antropológica.
A começar pela sua estética musical que remete aos pioneiros do heavy metal brasileiro como Stress, Avenger, Centúrias, Azul Limão, entre outros, ou seja: heavy metal tradicional cantado em português, embora não sustentado pela repetição, mas sim pela produção de diferença.
“Motín en Occidente” (cover do Arkangel, a primeira banda de heavy metal da Venezuela e da América Latina)
Não obstante, o heavy metal do Armadilha é processo, multiplicidade, pois a banda amplifica territórios e vai dialogar com bandas do mesmo gênero em toda América Latina. Para isso, inauguraram um novo dispositivo de confluência do heavy metal latino-americano: a sigla “NLHMLA”, “Nueva Linea del Heavy Metal LatinoAmericano” ou “Nova Linha do Heavy Metal Latino-Americano”, cujo propósito é lançar um novo olhar para o heavy metal latino de forma integrada com o objetivo de potencializar a produção do gênero em todo território.
Com tamanho aprofundamento em sua obra que reúne os álbuns “Choque Elétrico” (2013), “Sangue de Ferro” (2021), o single “Missão Metálica” (tributo ao Avenger) e o split com o Pronoia do Chile, “Ataque en Vivo!”, era de se esperar que, neste momento, o Armadilha apresentasse aquela que pode ser considerada sua obra-mestra, o álbum “Além do Limite Astral”.
“Além do Limite Astral” foi mixado e masterizado por Val Santos e vai reunir nove faixas inéditas: “Além do Limite Astral”, “Sangue Por Sangue”, “Velhos E Eternos”, “Ataque”, “Irmandade Do Aço”, “Erga Seus Punhos Ou Baixe Sua Voz”, “Headbanger”, “Xeque Mate” e “Born In The Streets”.
Entre o tracklist, destaque para “Hermandad de Acero” que reúne músicos de diversos países da América Latina em uma celebração da união do heavy metal latino-americano e que consolida a sigla “NLHMLA”; “Velhos e Eternos” que é uma homenagem aos pioneiros do heavy metal brasileiro e “Born In The Streets” que é um cover do Hirax, presente na primeira DT da banda.
“Além do Limite Astral é o nosso trabalho mais honesto e focado em romper fronteiras, sejam mentais ou as geográficas do nosso continente”, comenta o guitarrista Gregório Palhano Bondezam. “O álbum consolida de vez a união da cena através da NLHMLA, ganhando força na faixa “Hermandad de Acero”, que reúne músicos de países vizinhos.
A produção exigiu muito da banda. Com as baterias captadas à parte, assumi a coordenação das cordas, as gravações de baixo e a coprodução de áudio. A banda toda trabalhou nos arranjos vocais até a finalização do Pedro Zupo. Entregamos o material pré-ajustado ao Val Santos para mixagem e masterização, focando em guitarras bem definidas e uma bateria extremamente forte. O disco é totalmente orgânico e feito à mão, refletido também na arte da capa e encarte, pintados a óleo pelo próprio Pedro”.
“¿500 Años de Qué?” (cover do Tren Loco da Argentina)
Como comentado por Gregório, a arte da capa de “Além do Limite Astral”, incluindo a pintura da embalagem slipcase, é composta por obras em óleo sobre tela assinadas pelo vocalista Pedro Zupo, reforçando o caráter humano, autoral e profundamente expressivo desta entrega artística do Armadilha.
“Além do Limite Astral” será lançado em CD pela Dies Irae Records no dia 05 de Setembro.
