Para fechar o ano com chave de ouro: AFIM (2025), de Zé Ibarra, está em pré-venda no NOIZE Record Club em vinil vermelho opaco acompanhado pela revista NOIZE #168. Os assinantes do clube vão receber em casa o álbum do artista indicado ao Grammy Latino na categoria Melhor Canção em Língua Portuguesa pela faixa “Transe”.
Conhecido pelo projeto Bala Desejo e por acompanhar Milton Nascimento em sua turnê de despedida, Zé Ibarra entra em uma nova fase da carreira com seu segundo disco solo. Após o intimista Marquês, 256. (2023), AFIM traz uma grande banda, contando com arranjos de cordas e sopros, sob a produção do próprio artista, com colaboração de Lucas Nunes.
No time da gravação, nomes como Alberto Continentino (baixo), Guilherme Lírio (guitarra) e Thomas Harres (bateria) ajudam Ibarra na construção de uma sonoridade que une influências populares com virtuosismo técnico – expresso pela voz do cantor, que se destaca na interpretação das faixas.
“Meu maior anseio é fazer a mescla entre as coisas que são consideradas pop e tudo mais que está na minha bagagem musical, como o jazz, a música clássica, o choro e o samba”, declarou o músico em entrevista à NOIZE #168.
O álbum traz faixas compostas por Ibarra, como “Infinito em Nós” e “Transe” – além de “Essa Confusão”, parceria com Dora Morelenbaum –, mas também incorpora ao repertório canções de Sophia Chablau (“Segredo” e “Hexagrama 28”), Maria Beraldo (“Da Menor Importância”), Tom Veloso (“Morena”) e Ítallo França (“Retrato de Maria Lúcia”).
“Ter duas canções minhas no disco do Zé é uma felicidade. As interpretações dele são belíssimas e fazem com as músicas algo completamente diferente do que eu faria. Isso é maravilhoso”, declarou Chablau.
As composições giram em torno da temática romântica e apresentam o artista confessando as próprias vulnerabilidade, mas sempre em clima despojado como quando incorpora os versos de “Hexagrama 28”: “Mas você não me entende/ E eu também não me entendo/ Eu sou frágil pra caralho”.
“Eu queria revitalizar a minha imagem dentro do mercado, subverter as expectativas. No AFIM, precisava quebrar essa imagem do cara que canta coisas bonitas com voz e violão e faz a plateia chorar”, declarou Ibarra.
“O Zé é um desses talentos surreais que surgem de tempos em tempos. Vivemos hoje um momento em que o Brasil redescobre seus clássicos enquanto se pergunta quem serão os clássicos do futuro e eu não tenho dúvida de que o Zé estará entre eles”, reflete Gabriel Andrade, fundador do Coala Records e empresário do artista.
