Relançamento

Lançado originalmente em 2012 e considerado um marco da música paraibana contemporânea, o disco entra em pré-venda no site da Taioba Discos nesta sexta-feira (30/01), disponível em vinil 180g amarelo marmorizado, celebrando a trajetória de um dos grupos mais singulares da cena independente brasileira

Por: Redação

O álbum de estreia da banda Seu Pereira e Coletivo 401 ganha sua primeira edição limitada em vinil, em um relançamento especial pela gravadora Taioba Music. Lançado originalmente em 2012 e considerado um marco da música paraibana contemporânea, o disco entra em pré-venda no site da Taioba Discos nesta sexta-feira (30/01), disponível em vinil 180g amarelo marmorizado, celebrando a trajetória de um dos grupos mais singulares da cena independente brasileira.
Gravado no Estúdio PeixeBoi, em João Pessoa (PB), com produção de Marcelo Macêdo e Chico Correa, o álbum traz um grupo que construiu uma linguagem musical própria ao misturar rock, samba, brega, blues, claves de matriz africana, funk e música brasileira com poesia urbana, senso crítico e forte identidade popular com arranjos que nasceram de improvisos e experimentações em estúdio. O disco conta ainda com participações especiais de Russo Passapusso e Kiko Dinucci na faixa “Clara Herança”, mostrando o diálogo da banda com a música contemporânea.
A edição em vinil valoriza o aspecto visual do trabalho, com capa assinada por Mike Deodato Jr., artista conterrâneo do grupo e que possui projeção internacional por sua atuação nas editoras Marvel e DC Comics. O caráter urbano e direto do álbum é reforçado pela arte, agora apresentada em formato ampliado.
“Seu Pereira e Coletivo 401” é um trabalho que nasce do cotidiano da capital paraibana e transforma cenas e locais comuns – como o mercado da Torre, o ônibus lotado, a praia no fim da tarde, as tensões sociais e a vida ordinária – em crônicas musicais carregadas de humor, ironia e sentimento. Faixas como “No Mato”, “Já Era”, “Rabissaca” e “Cabidela” sintetizam essa proposta estética e temática, conjugando romantismo, vocabulário nordestino e um olhar atento às questões sociais.
As letras transitam entre temas íntimos e românticos, como em “É Pouco”, e canções de cunho social, como “Martelada”, que abordam questões como fome, miséria, pobreza e violência urbana. Para o baterista Victor Rama, o disco funciona como o embrião da identidade da banda, reunindo as referências que seguem influenciando o grupo até hoje. Ele define o som do Coletivo 401 como um “funk sujo da feira livre”; uma música profundamente conectada ao cotidiano, à rua e à vivência popular.
Ao retornar em vinil, o álbum de estreia de Seu Pereira e Coletivo 401 reafirma seu lugar como registro fundamental para entender a identidade musical da banda e a criatividade da cena paraibana nos anos 2010. É um trabalho que ajudou a levar a música de João Pessoa para palcos de todo o Brasil e do exterior, mantendo vínculo profundo com sua origem.
 
Sobre Seu Pereira e Coletivo 401
Formada em Campina Grande (PB) em 2009, a banda surgiu da união de amigos que compartilhavam um transporte coletivo em comum: o ônibus 401, que cruzava João Pessoa até o bairro Altiplano. Essa vivência urbana local influenciou diretamente a sonoridade do grupo, que mistura rock, baião, samba rock nordestino e funk em um som vibrante e autoral.Com mais de 15 anos de estrada, Seu Pereira e Coletivo 401 construiu uma sólida reputação na cena independente, participando de festivais como Virada Cultural (SP), Festival de Inverno de Garanhuns (PE), Rec-Beat (PE), Dosol (RN), Campus Festival (PB) e WebFestValda no Circo Voador (RJ). Em 2011, o grupo fez shows no Senegal (África) e em 2012 se apresentou em Paris (França). Em 2019, a banda realizou uma turnê patrocinada pela Natura Musical, cruzando o Brasil com shows e oficinas, dando origem ao documentário “Seu Pereira na BR-101”.

Além do álbum de estreia lançado em 2012, o grupo tem em sua discografia o EP “Musa Caliente” (2015), o disco “Eu Não Sou Boa Influência Pra Você” (2017) e o mais recente trabalho “Obsoleto” (2025).