Imagem: a banda Sex Pistols (Divulgação)
O movimento punk, essencialmente de contracultura, ecoou pelo mundo na segunda metade dos anos 70. Na música, os maiores expoentes foram o Ramones (EUA) e o Sex Pistols (Inglaterra). As duas tomaram atitudes que destoam de suas origens, o que se esperava de uma aconteceu com a outra, e vice-versa.
A banda Ramones foi formada por adolescentes de um mesmo bairro, em Nova York, colegas de infância que se juntaram pra tocar música. Eles adotaram o sobrenome Ramone, como se fossem uma família: Joey, Johnny, Dee Dee e Tommy.
Por não terem um mentor, e considerando que eram adolescentes, esperava-se muita rebeldia e transgressão, até mesmo pelo movimento do qual participavam, mas não foi bem o que aconteceu. As letras da banda eram pueris, falavam de temas sem muita relevância. A banda era punk, mas sem poucas atitudes punk no histórico.
De outro modo, o Sex Pistols foi formado a partir da iniciativa do empresário Malcolm McLaren, que escolheu todos os integrantes, inclusive um deles, John Lydon, pelo visual, e não pelo talento. Como tinha um “chefe”, esperava-se mais controle, mas ocorreu justamente o inverso.
Os integrantes sempre se mostraram arredios a qualquer ordem. As letras atacavam o regime do Reino Unido, razão para várias brigas em shows, algumas prisões. Eles se rebelaram, sendo uma das bandas mais polêmicas da história, apesar do pouco tempo em atividade, vindo a lançar apenas um disco. O vocalista Sid Vicious foi acusado de assassinar a esposa, meses depois morreu de overdose, aos 21 anos. Sex Pistols, punk em todos os sentidos.
Na linguagem de hoje, podemos considerar o Ramones uma banda Nutella e o Sex Pistols uma banda raiz.
