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Expoente do rock experimental brasileiro e uma das atrações do festival Lollapaloozza 2026, o grupo paraibano Papangu anuncia o lançamento de Celestial, seu terceiro disco de estúdio e o primeiro lançamento da banda sob a Deck, para agosto de 2026. O primeiro single, Calado (de Olho), uma suíte polifacetada que vai do metal vanguardista à balada, MPB e jazz fusion, já está disponível em streaming e no Bandcamp

Por: Redação

Imagem: Papangu anuncia Celestial, álbum 100% analógico gravado em Berlim, e primeiro lançamento da banda paraibana sob a Deck. (Foto: Ivan Cordeiro e Rodolfo Salgueiro)


Expoente do rock experimental brasileiro e uma das atrações do festival Lollapaloozza 2026, o grupo paraibano Papangu anuncia o lançamento de Celestial, seu terceiro disco de estúdio e o primeiro lançamento da banda sob a Deck, para agosto de 2026. O primeiro single, Calado (de Olho), uma suíte polifacetada que vai do metal vanguardista à balada, MPB e jazz fusion, já está disponível em streaming e no Bandcamp. 

Após o impacto dos discos Holoceno (2021) e Lampião Rei (2024), ambos indicados ao prêmio de melhor disco brasileiro do ano da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), Celestial continua a linhagem de álbuns conceituais da Papangu. A tradição é comum às bandas de rock progressivo dos anos 1970, como Pink Floyd e Genesis, mas também a outros gêneros, como o hip hop de Kendrick Lamar e OutKast ou o power metal de Angra.

Ao longo de Celestial, a Papangu entrelaça rock progressivo, MPB, black metal, zeuhl, ciranda e forró numa tapeçaria musical multicolorida inspirada por rituais de proteção do corpo e do espírito, autoafirmando a humanidade perante a adoção desenfreada da dita “inteligência artificial”. 

O universo sonoro conjurado pela Papangu em Celestial vê sua contrapartida visual no trabalho de Juliana Lapa, artista plástica pernambucana que assina o tríptico que emoldura o disco. Em três painéis, Juliana cria, acorda, emudece, e subtrai cores e formas que lembram, afirmam, e duvidam da paisagem sonora do álbum.

Assumindo uma postura audaz contra o uso de ferramentas de “IA” na arte, a Papangu produziu Celestial de forma totalmente analógica, sem computadores, plugins, ou artifícios digitais. Gravado na fita magnética de duas polegadas ao longo de nove dias, o resultado revela as pontas, granulações, ruídos, imperfeições, curvas e variações dinâmicas que nos tornam humanos.

Gravado em Berlim, na Alemanha, logo após a primeira turnê internacional do grupo, o terceiro trabalho da Papangu utiliza um arsenal de equipamentos vintage, evocando timbres das décadas de 60, 70, e 80, mas com composições que rejeitam clichês e marcam uma nova direção sonora, sem fácil comparação à sua discografia pregressa. 


Celestial será lançado em formato digital na sexta-feira, dia 7 de agosto de 2026, e em vinil colorido, CD, e fita cassete.

 

Ouça “Calado (de Olho)” agora em https://papangu.bandcamp.com/album/celestial e em todas as plataformas.

 

Ficha técnica de Celestial:

 

Pedro Francisco: violão de doze cordas, guitarra, Moog Matriarch, triângulo, gaita, flauta, surdo, galinha de borracha, Fender Rhodes, sinos, caxixis, voz, produção

Marco Mayer: baixo elétrico, voz, produção

Rodolfo Salgueiro: órgão Hammond, Fender Rhodes, Juno 106, Minimoog, piano, DX7, Moog Matriarch, shaker, jamblock, voz, produção

Hector Ruslan: guitarra, voz

Vitor Silva: bateria, triângulo, shaker

Richard Behrens (Big Snuff Studio): gravação, mixagem, produção

Sidney Claire Meyer (Emil Berliner Studios): masterização, corte

Juliana Lapa: arte de capa