Consolidada como agência de marketing, consultoria, suporte jurídico e técnico, a Atabaque dá um passo importante para se inserir no universo das musictechs, aliando tecnologia, praticidade e inovação ao mercado musical. Em setembro, eles lançam a plataforma Rumpi, projetada para facilitar o gerenciamento de carreira dos artistas com funcionalidades como integração do catálogo em um só lugar (incluindo distribuição dos feats e de lançamentos por diferentes distribuidoras). A iniciativa, inédita no mercado musical nacional, ainda vai permitir a repartição de royalties de maneira prática e rápida, gestão de receitas, além de gerar insights de marketing personalizados. A ideia é empoderar o artista e o selo independente, que hoje luta para conseguir viver de sua música.
O Rumpi começou a ser desenvolvida em julho do ano passado, a partir de um estudo das dores dos artistas e da experiência da própria Atabaque enquanto agência. A iniciativa, pensada por executivos com passagens por Som Livre, Globo, KondZilla, Microsoft e Airbnb, deverá facilitar a vida de artistas, selos, gravadoras e agências que se cadastrarem no serviço e contribuir para um setor em ascensão. Segundo dados da Pro-Música, o mercado fonográfico brasileiro cresceu 21,7% e faturou R$ 3,4 bilhões em 2024.
Segundo o mesmo estudo, ano passado, 88% de todo o faturamento do mercado musical nacional veio pelo streaming. No entanto, muitos artistas ainda têm dados espalhados em diversas plataformas e players do mercado, e é aí que o Rumpi pode agilizar o cotidiano dos produtores independentes, com uma estrutura que concentra, organiza e processa as principais informações relacionadas à música, como royalties, direitos conexos, contratos e ISRCs.
Os artistas conseguirão visualizar todo o catálogo, passando por distribuição, análise de dados (business intelligence), arquivamento dos ativos relacionados à faixa e marketing musical, oferecendo em um só lugar todos os recursos para promover e monetizar a música da melhor forma. Só em 2024, o Spotify pagou US$ 5 bilhões em royalties para músicos e selos não vinculados a grandes gravadoras.
A Rumpi vai garantir ainda a integração de todas as músicas produzidas pelas principais distribuidoras do mercado. Com isso, reúne informações sobre recolhimento de receitas em um só lugar. Outra facilidade da Rumpi está no momento de processar a divisão dos royalties (royalty split). A ferramenta vai automatizar o pagamento para todos os artistas que participarem de uma mesma música, em conformidade com todas as partes e com o teor do contrato.
Para dar vida a tudo isso, a Atabaque firmou parceria com o Instituto Cesar School, criado pelo Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR), trabalhando ao lado de quase 20 profissionais do instituto, entre engenheiros, designers, desenvolvedores e cientistas de dados. A colaboração permitiu impulsionar o desenvolvimento tecnológico do Rumpi e acelerar a captação de recursos para a iniciativa, que garantiu quase R$ 3 milhões em investimentos desde julho do ano passado. A iniciativa foi selecionada no programa de aceleração de start-ups de alto impacto da Cesar School e foi contemplada por edital da Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial).
“Fundamos a Atabaque com o fim de dar liberdade ao artista musical para cuidar da sua essência, ou seja, criar a sua própria música sem se preocupar com toda a burocracia daí decorrente. Com o Rumpi, a Atabaque traz ao mercado uma plataforma em que o artista ou o selo independente finalmente tomará as rédeas de sua própria carreira, podendo abrir mão da preocupação de precisar acessar diversos aplicativos e não entender os relatórios que recebe de sua distribuidora. O Rumpi foi desenvolvida com o intuito de ser absolutamente user friendly, permitindo que o artista acompanhe sua própria performance nas DSPs, arquive seus contratos fonográficos e liberações autorais e centralize todos os metadados e ativos da música distribuída pela agregadora de sua preferência”, diz Odilon Borges, sócio-fundador da Atabaque ao lado de André Izidro.
O Rumpi terá também um sistema de análise de dados que gera KPIs e indicadores de resultado com base no perfil do artista. Cada músico e cada lançamento terá um dashboard específico, em que será possível acompanhar a performance em tempo real e mapear se o resultado está dentro do esperado para o lançamento.
Nesse primeiro momento, a ferramenta será disponibilizada apenas a artistas convidados. Os produtores interessados em utilizar o Rumpi futuramente poderão se cadastrar em uma fila de espera através do site rumpi.me.
Sobre a Atabaque:
A Atabaque é uma musictech e agência de marketing musical que potencializa artistas e projetos. Desde a sua fundação em 2021, mais de 70 nomes passaram pela empresa, incluindo Ludmilla, Jota Quest, Felipe Amorim, Toquinho, Ivyson, Thiaguinho, Iuna Falcão, dentre outros. Tendo atingido mais
de 6 bilhões de streams nas plataformas, a Atabaque funciona como hub de relacionamento, em que conecta os diferentes stakeholders da indústria musical, e um hub de tecnologia, desenvolvendo diferentes maneiras de desburocratização dos negócios musicais, integrando processos e criando transparência. Ao entregar análises de performance e desenvolvimento de planos de marketing personalizados, a Atabaque protege, promove e rentabiliza a carreira do artista. A empresa é liderada pelos sócios André Izidro, ex-CMO da powerhouse Kondzilla, e Odilon Borges, ex-advogado da TV Globo e do Airbnb, com especialização em Direitos Autorais, contratos internacionais e licenciamento.
Site: https://www.atabaque.biz/
IG: @atabaque.biz
