De forma resumida, contarei um pouco da história do nosso eterno maestro que se estivesse nesse plano, completaria nesta semana 52 anos.
Nascido em 14 de setembro de 1971 em São Paulo, SP, André Coelho Matos iniciou sua carreira na música aos dez anos de idade estudando piano e já aos 13, ao lado dos irmãos Pit e Yves Passarel (hoje guitarrista do Capital Inicial), Felipe e Cássio, formaram o Viper. Foi a sua primeira banda e já dando amostra de todo seu potencial em seus dois discos: “Soldiers of Sunrise” e “Theater of Fate”.
Graduado na Universidade de Santa Marcelina como bacharel em composição musical e regência orquestral, constam também em seu currículo habilitação em Canto Lírico e Piano Erudito.
Justamente nessa época se juntou aos colegas de faculdade Rafael Bittencourt e Luis Mariutti para formarem o Angra, onde tempos depois contariam com a entrada de Kiko Loureiro e Ricardo Confessori.
Depois da excelente repercussão do álbum “Angels Cry” no exterior e principalmente no Japão, a banda lançou o álbum “Holy Land”, onde trouxe à tona várias influências da música brasileira em consonância com a já conhecida virtuose e pegada heavy metal. Disco esse que é o preferido desse q vos fala.
Em 1998 sob a produção de Chris Tsagaride (produtor de bandas como Helloween e Judas Priest), o Angra lançaria seu último disco com ele nos vocais, pois durante a turnê de lançamento surgiram problemas de relacionamento e divergências com o empresário, que culminaram na sua saída e também de Rafael Bittencourt e Ricardo Confessori, onde posteriormente formariam o Shaman, que sob seu comando lançaram o aclamado álbum “Ritual”, lançado em 15 países e muito bem aceito no Brasil, onde incluiu seu principal hit “Fary Tale” de sua autoria na trilha sonora da novela da TV Globo “O Beijo do Vampiro”.
Estive presente em três dos seus shows, sendo um deles aqui em Mossoró, além de conversar um pouco com esse cara que mesmo sendo o gênio que sempre foi, era de uma humildade ímpar.
Em 8 de junho de 2019, recebi com muita tristeza a notícia da sua morte, pois sempre foi e será uma grande influência pra mim como artista. Obrigado pelos seus ensinamentos, maestro.
Com lágrimas nos olhos transcrevo um pequeno trecho de uma de suas entrevistas , no qual me identifico muito: “Se eu tivesse que ir embora hoje, iria feliz e grato pela oportunidade de dividir tanta coisa com tantas pessoas! Isso é arte de verdade e é uma das coisas que realmente importam na vida.”
