Um som carioca adaptado pelos caras do Frequência 2. O duo que mais se destaca em Mossoró por conta da versatilidade dos músicos, o baterista Gustavo Almeida e o vocalista e guitarra Anderson Lima, decidiram ousar. Lançaram uma versão para a música “Zero a Cem”, do grupo Os Garotin, pouco conhecido do público, mas que recebeu um tratamento especial na produção.
O resultado já pode ser visto nas redes sociais e também no youtube do BDD. Para falar sobre a produção deste trabalho, Gustavo recebeu o BOLSA DE DISCOS para uma conversa rápida e sobre os projetos que vão desafiar o Frequência 2 após este audiovisual.
Bolsa de Discos – A banda Frequência 2 acaba de lançar um clipe para a música “Zero a Cem”. Como surgiu a ideia desse projeto audiovisual?
Gustavo Almeida – Esse projeto já vem sendo maturado há muito tempo. Estamos completando quase dez anos de estrada e, nos últimos dois anos, sentimos um crescimento grande no nosso público. Decidi ampliar meu estúdio para conseguir ensaiar, produzir e gravar com mais qualidade. A ideia era ter um cartão de visitas audiovisual que mostrasse nossa personalidade.
BDD – Por que começar com uma versão e não com uma música autoral?
Gustavo Almeida – A gente tem músicas autorais, mas quisemos começar com um cover que tivesse a nossa cara. Fizemos uma espécie de prelúdio, pegando primeiro um clássico dos anos 90/2000 para depois chegar numa música mais atual. Essa “Zero a Cem”, da banda carioca Os Garotin, sempre me soou muito Frequência 2: groove envolvente, charme, pegada carioca e uma mensagem do cotidiano sem vulgaridade.
BDD – Como foi o processo de produção desse clipe?
Gustavo Almeida – Eu sou muito de mapear tudo antes. Penso nos arranjos, faço os solfejos, desenho a ideia e já chego para o pessoal com tudo estruturado. Trabalho em parceria com Anderson Lima (que divide a banda com Gustavo) e o cantor e guitarrista Mozart Max, que executam comigo as produções. Nossa meta era buscar uma sonoridade sofisticada, mas descolada, com aquela malandragem carioca no groove.
BDD – Você comentou sobre o estúdio. Que mudanças fez recentemente?
Gustavo Almeida – Ampliei a sala, investi em equipamentos e comecei a oferecer não só ensaios, mas também gravações e produções. Mesmo sendo uma sala pequena, ela tem um charme que atrai muita gente. Esse projeto audiovisual acabou virando um protótipo do que eu quero para o estúdio: uma produtora voltada para sons alternativos, autorais e também pop, gospel, enfim, fora do eixo do forró.
BDD – E como tem sido a repercussão até aqui?
Gustavo Almeida – Incrível. Esse primeiro vídeo já mexeu com o cenário do Rio Grande do Norte. Muita gente tem entrado em contato para saber sobre orçamento, produção, como funciona. Minha ideia é justamente essa: que a boa música predomine, que o forró continue tendo seu espaço, mas que também haja espaço para sons diferentes e inovadores no nosso estado.
BDD – Quais os próximos passos da Frequência 2?
Gustavo Almeida – Continuar lançando material audiovisual, mesclando covers e autorais, consolidar essa nova fase do estúdio e seguir produzindo parcerias. Queremos que o nome Frequência 2 seja referência não só como banda, mas também como produtora de qualidade.
