A cantora e compositora mossoroense Bia Gurgel vive um momento de virada e expansão em sua trajetória. De volta a Mossoró após uma imersão produtiva de dez dias na capital paulista, a artista alia o frescor das novas referências ao compromisso com a composição sistemática e ao desejo de fazer a sua música circular por palcos além das fronteiras estaduais.
Em um bate-bola exclusivo com o Bolsa de Discos, Bia abordou a visão a longo prazo para o seu trabalho, as reflexões sobre a descentralização do mercado fonográfico, o processo íntimo da escrita e os planos para novos lançamentos e turnês.
Bolsa de Discos: Você tem novos projetos em mente. Quais são eles?
Bia Gurgel: Com certeza eu tenho novos projetos em mente. A gente tem que estar sempre pensando lá na frente, né, pensando nos próximos lançamentos, pensando nos próximos shows, pensando na imagem e no lugar que a gente quer estar daqui a uns anos. Eu fico tentando imaginar como que eu quero estar daqui a três, cinco ou dez anos. Quais lugares eu quero ter cantado, com quais pessoas eu quero ter compartilhado da arte e quais sonhos quero realizar. Para todos esses sonhos se realizarem, a gente tem que estar sempre se planejando. Então estou com novos projetos em mente, planejando muita coisa legal para vir, com muita vontade de trabalhar, de fazer e de ir atrás mesmo dos meus sonhos.
Bolsa de Discos: Você esteve fora de Mossoró. Onde você estava e quais as razões? Essa viagem está relacionada com seus novos projetos musicais?
Bia Gurgel: Eu estava em São Paulo e passei dez dias lá; agora já estou de volta a Mossoró. Tem muita relação sim com os meus projetos musicais. Sempre que vou para lá, cresço bastante em termos de amadurecimento e referências, porque São Paulo é uma cidade que nunca para. Todo lugar que eu vou e todas as pessoas que conheço me fazem aprender algo a mais e viver algo novo, o que é fundamental para a carreira musical e para nós como pessoas: observar culturas, falas, sotaques e histórias diferentes. São Paulo tem muitas oportunidades profissionais, assim como diversas outras cidades, inclusive Mossoró, Natal, Recife e tantos outros polos. Não é só São Paulo que detém as oportunidades; todas as cidades têm seu valor, e acho ótimo que estejamos descentralizando essa ideia de que apenas o eixo Rio-São Paulo serve para crescer. Mesmo assim, estar lá periodicamente é importante para eu enxergar onde o meu trabalho está me fazendo chegar, como estou evoluindo e como posso crescer ainda mais.
Bolsa de Discos: Como tem sido a rotina de novas composições? Tem trabalhado em músicas novas?
Bia Gurgel: Composição é algo muito íntimo e pessoal, como qualquer outro aspecto da nossa vida. Tem dias em que as criações fluem de um jeito ótimo, que estou adorando, e há dias em que não saem tão legais assim — momentos em que não gosto do que escrevi ou sinto que não fez sentido e saiu apenas pelo exercício de escrever. Mas isso também importa, porque compor é treino e prática constante. Tenho trabalhado em músicas novas e logo, logo teremos muitos lançamentos. Estou entrando em uma fase muito especial da minha trajetória, um passo importante que eu precisava dar. Vai vir muita novidade agora no futuro próximo, e para sempre, se Deus quiser.
Bolsa de Discos: Sobre shows? Há projetos neste sentido para breve?
Bia Gurgel: Os projetos sobre shows nunca param. Há muitos lugares em que pretendo chegar com o meu espetáculo, tanto aqui no Rio Grande do Norte, incluindo Natal, quanto em outros estados, como Pernambuco e Paraíba. O planejamento caminha sempre nessa direção: abrir caminho para estar nesses palcos que tanto quero ocupar. Montar um show exige muito trabalho de bastidor para fazer acontecer de forma profissional, redonda, garantindo que o público saia feliz e que a banda que me acompanha no palco também sinta prazer e satisfação com o resultado. Essa sintonia com os músicos é essencial para mim. Portanto, sobre apresentações, a movimentação é constante.
