Show

Esse foi o cenário da performance de Jão nesta sexta-feira (25), com o espetáculo baseado em seu Memórias Póstumas (2026), disco que trouxe o artista de volta ao contato com o público depois de um ano de pausa. Com mais de 2h30 de duração, o show fez do repertório uma confissão teatral diante de 60.000 pessoas

Por: Redação

Ao entrar no Estádio do Palmeiras, já era possível perceber a grandiosidade que seria aquela noite. Um palco posicionado no meio do local tomava praticamente toda a extensão do gramado, com mais de 30 metros de largura, e trazia um espelho d’água — tão grande quanto — ao centro. Esse foi o cenário da performance de Jão nesta sexta-feira (25), com o espetáculo baseado em seu Memórias Póstumas (2026), disco que trouxe o artista de volta ao contato com o público depois de um ano de pausa. Com mais de 2h30 de duração, o show fez do repertório uma confissão teatral diante de 60.000 pessoas. O show é uma realização da 30e, maior companhia brasileira de entretenimento ao vivo, em parceria com a U.F.O Produções, e é apresentado por Itaú Live, plataforma proprietária de música do Itaú Unibanco, tendo a Budweiser como cerveja oficial.

A atriz Isabel Teixeira, admiradora assumida de Jão, deu início ao espetáculo com o monólogo “Estrela do Amanhã”, de Manuel Bandeira. A intérprete entrava em cena nos intervalos de cada bloco, intercalando atos teatrais com as canções de diversas fases do cantor. Encerrada a interpretação, o compositor apareceu sentado em uma mesa iluminada por uma luz baixa de abajur, com ar de mistério, e logo começou o show com “Aurora”, faixa mais ouvida de seu novo álbum no Spotify, com mais de 7 milhões de plays. O ballet subiu ao seu redor e músicos surgiram em elevadores que os deixavam em diferentes alturas. A performance da música que se tornou viral nas redes sociais foi levada por uma coreografia parecida com a de seu próprio clipe, lançado recentemente, com um coro tão alto que parecia extrapolar os limites dos muros do estádio.

O palco 360º foi além do ineditismo na arena, pois garantiu que os espectadores, seja das arquibancadas ou da pista, tivessem uma boa visão do espetáculo e deu liberdade para banda e bailarinos ocuparem o espaço em todas as direções (e alturas). A funcionalidade também guiou a estética e a pirotecnia da apresentação, fazendo com que a água localizada ao centro se transformasse em fonte para as coreografias de “Doce”, “Jabuticabeira” e das demais faixas que seguiram a noite. Em “Acontece”, Jão sentou ao piano suspenso a cerca de 8 metros do chão, com o instrumento e o cantor pairando, cantando, tocando primeiro sem a banda e, no auge da música, acompanhado por seus músicos. “Eu tenho medo de não me ouvir”, confessou, visivelmente emocionado, entre o som da própria voz e do público.

Ao longo da apresentação, Jão trocou com a plateia: “Esse último disco me trouxe uma visão muito específica para o olhar para o detalhe. A próxima música é sobre os detalhes da minha pessoa”. E interpretou “Tudo Me Lembra”. Já durante “Meninos e Meninas”, o palco recebeu a deputada federal Erika Hilton, que fez uma homenagem à comunidade LGBTQIAPN+.

“Ainda Te Amo” foi interpretada no meio do show, transportando todos para 2018, quando o artista começava a sua carreira. O momento nostálgico mostrou o quanto a plateia conhece a discografia. Ao mesmo tempo, milhares de pulseiras de LED coloriram o estádio, muitas vezes pulsando conforme a melodia. Já o ato final contou com uma carta de Jão dedicada aos fãs presentes antes da aguardada “Catedral”. “O título dessa música significa um lugar sagrado. Eu acho que só escrevi as letras desse disco pensando nesse momento de agora. Bem aqui”, contou. “Obrigada por essa festa. Obrigada pela sua arte”, agradeceu.

“Ver o Jão abrir uma nova fase de sua trajetória em São Paulo, ao lado do Itaú, é muito especial para nós. Ao longo dos últimos anos, construímos uma relação próxima com o artista e, principalmente, com as pessoas que acompanham cada passo dessa história. Estar novamente presente em uma noite como essa traduz o que buscamos com o Itaú Live: criar vínculos genuínos com a música e proporcionar ao público momentos que ganham significado muito além do palco”, afirma Rodrigo Montesano, superintendente de Experiências e Conexões de Marca do Itaú Unibanco.

Não foi a primeira vez de Jão no Estádio do Palmeiras. Antes de Memórias Póstumas, o artista já havia passado pelo local em três apresentações da SUPERTURNÊ, projeto que rodou o país em 2023 e 2024, em um ciclo que consolidou o cantor como fenômeno de público em escala nacional. Agora, com o novo projeto, ele se consagra entre os nomes brasileiros que mais inovam em suas performances ao vivo.