Imagine o antenado leitor se de repente Bruce Dickinson saísse do Iron Maiden e reaparecesse como vocalista do Metallica, substituindo James Hetfield. Seria uma reviravolta e tanto, não? Algo parecido com isso aconteceu há 50 anos, mais precisamente em agosto de 1983.
Naquele ano, a banda Black Sabbath lançou “Born Again”, seu décimo primeiro álbum de estúdio. O vocalista Ronnie James Dio havia deixado a banda após o lançamento do disco anterior, “Live Evil”, por desavenças quanto à sua mixagem.
Para o lugar de Dio, a banda contratou Ian Gillan, ex-vocalista do Deep Purple, banda com a qual já tinha gravado cinco discos. Ele, contudo, não foi a primeira opção. David Coverdale, do Whitesnake, opção inicial, declinou do convite.
Na época, o disco “Born Again” até que foi bem recebido, especialmente pela novel formação. As canções “Zero the Hero” e “Trashed” se tornaram clássicas, ganhando até videoclipes. As críticas ao álbum recaem sobre a produção, considerada um desastre até mesmo pelos integrantes da banda. Houve, inclusive, um erro técnico que deixou a guitarra de Tony Iommi com um som bem estranho, algo perceptível até para leigos.
Durante a turnê do álbum, Ian Gillan deixou o Black Sabbath, com quem só gravara “Born Again”, e voltou para o Deep Purple, onde lançou “Perfect Strangers”, em 1984, e tantos outros na sequência, sendo o mais recente em agosto de 2020, “Whoosh!”.
