A banda sueco-brasileira Elephant Run, do selo +um HITS, lançou neste dia 07 de agosto uma versão ao vivo e acústica para a faixa Fernanda, gravada no estúdio Mato Records, localizado no interior de Minas Gerais. Originalmente lançada no primeiro e homônimo álbum da banda, de 2017, Fernanda ganha uma roupagem desplugada nesta Mato Sessions, onde o arranjo foi recriado com uma sonoridade influenciada pelo jazz e pela tarantela. Formada por Amanda W. Plantin (piano e voz), Ladislau Kardos (bateria), Fernando Coelho (bandolim) e Renato Cortez (baixo acústico), a performance contou com a participação especial de Karin Älverbrandt no violão e backing vocals. Assista aqui e ouça nas plataformas de streaming aqui.
A faixa escolhida para a Mato Sessions tem significado pessoal, sendo uma das primeiras composições do grupo. Trazendo a sonoridade chamada de “nordic tropical” pela banda, Fernanda foi gravada no primeiro álbum do grupo com arranjo roqueiro e psicodélico. Já a nova versão traz violão, bandolim e baixo acústico, além da bateria ter sido tocada com vassourinhas, o que trouxe outra abordagem para a canção. “O rock é a nossa base, mas estamos abertos ao jazz, ao folk ou a elementos mais teatrais, se for esse o caminho da música”, diz Amanda. “Não temos receio de construções longas, estruturas pouco convencionais ou de deixar uma música levar o tempo que precisar.”
Localizado na casa do baixista Renato, o Mato Records vem sendo o principal ambiente de encontro da Elephant Run – já que os integrantes moram em lugares diferentes do mundo – desde quando gravaram por lá o álbum Leftover Land, mais recente trabalho da banda, lançado em 2024. “Fazer regravações, outros arranjos de obras, sendo nossas ou não, é algo que eu sempre gostei”, argumenta o baixista, que também assina a mixagem e masterização da sessão. “É um exercício de se apegar a algo essencial da música e abandonar o resto. Com a presença da Karin Älverbrandt conosco naqueles dias, foi natural fazer uma versão com o apoio da voz e do violão que ela fez”, conclui ele.
A parte visual dessa Mato Session teve câmeras de Rafael Russano e edição de cor de Tiago Feliciano, que adotou um visual preto e branco. “Queríamos gravar ao ar livre, com as montanhas como pano de fundo, mas estava chovendo muito, então tivemos que fazer a gravação na sala de estar do estúdio, em frente às janelas”, explica Amanda. “Então, a chuva acabou se tornando parte da narrativa e decidimos incorporar essa linguagem na pós-produção, mostrando a chuva e usando, por exemplo, o preto e branco.”
“A música é uma das que mais amamos e significa muito para nós. Este ano passamos alguns dias no estúdio Mato Records e, em um desses dias, decidimos tentar tocar uma versão acústica. Este é o resultado”, finaliza a vocalista.
