Lançamento

Em “Novos tempos”, cantora carioca aposta no diálogo de gêneros e gerações para construir sua atmosfera acústica. Sob a produção musical e arranjos de Bruno Danton (que também assume violão, cavaco e gravações) , o projeto ganha contornos sofisticados com os arranjos e sopros (flauta e clarinete) de Aline Gonçalves

Por: Redação

Após cruzar a marca de duas décadas e meia dedicadas à música, a cantora Claudia Amorim vive o seu momento mais pleno e seguro na MPB. Seu novo álbum, “Novos tempos”, chega como o retrato definitivo de sua maturidade artística e vocal. No entanto, além das reflexões profundas sobre a urgência do amor que costuram o repertório , o projeto chama a atenção do mercado pela sua engenharia de bastidores: uma rica e equilibrada mistura geracional entre a veterana e os novos talentos da cena musical.

Para vestir a forte mensagem do disco, Claudia tomou a decisão de aliar sua experiência de estrada ao frescor de uma equipe jovem. Conduzido majoritariamente por mulheres musicistas e por dois jovens arranjadores, Bruno Danton e Aline Gonçalves, o álbum adota o violão como o grande fio condutor de todas as faixas. A sonoridade minimalista e crua buscou inspiração direta no trabalho do grupo Metá Metá e no antológico álbum Olho de Peixe, de Lenine e Marcos Suzano.

“É, com toda certeza, o disco da minha maturidade. Um trabalho relacionado a uma grande virada de vida”, conclui a artista, que idealizou e criou todo o conceito visual e artístico do projeto.

Diálogo geracional e riqueza Instrumental

Em “Novos tempos”, Claudia Amorim aposta no diálogo de gêneros e gerações para construir sua atmosfera acústica. Sob a produção musical e arranjos de Bruno Danton (que também assume violão, cavaco e gravações) , o projeto ganha contornos sofisticados com os arranjos e sopros (flauta e clarinete) de Aline Gonçalves.

A base instrumental do álbum conta com uma expressiva e potente presença feminina, trazendo musicistas de destaque da nova geração como Thalita Villa (baixo), Flávia Chagas (cello), Tais Soares (violino) e Natália Mitre (marimba). Somam-se a esse time o balanço da percussão de Ná Chuva e a sanfona de Nandinho Barros, criando um ecossistema sonoro plural, orgânico e dinâmico.

O repertório equilibra preciosidades escondidas e clássicos da música brasileira. A espinha dorsal do conceito se apoia na clássica “Sal da Terra”, de Beto Guedes e Ronaldo Bastos — cuja letra resume a urgência de reconstrução defendida por Claudia. O disco traz ainda a inédita “Musa Música”, escrita especialmente para ela por seu amigo de longa data Ricardo Magno (com participação especial de Kathyla Valverde no baixo) , a cinematográfica “Cidade dos Artistas” (versão de Chico Buarque para a peça Os Saltimbancos) , e uma ponte internacional com o fado “Perdidamente”, do grupo português Trovante, que musica o poema histórico de Florbela Espanca.

Gravado no Estúdio Lontra, no Rio de Janeiro , “Novos tempos” traz uma intérprete que não teme arriscar novas texturas e dinâmicas, amparada pela refinada preparação vocal de Anna Priscila Lacerda. O resultado é um manifesto estético que prova que a maturidade artística dialoga perfeitamente com o futuro e a renovação da nossa música.

🛠️ FICHA TÉCNICA RESUMIDA

  • Álbum: Novos Tempos
  • Intérprete e Produção Artística: Claudia Amorim
  • Produção Musical, Arranjos, Técnico de Gravação/Mixagem, Violão, Cavaco e Baixo (faixa “Pra onde foi o amor”): Bruno Danton
  • Arranjos e sopros: Aline Gonçalves
  • Músicos: Thalita Villa (baixo), Ná Chuva (percussão), Flávia Chagas (cello), Tais Soares (violino), Nandinho Barros (sanfona), Natália Mitre (marimba).
  • Participação Especial no Baixo: Kathyla Valverde (na faixa “Musa Música”)
  • Masterização: Yago Marques
  • Preparação Vocal: Anna Priscila Lacerda
  • Direção de Produção: Paula Goja
  • Fotografia: Renan Cepeda
  • Direção de Arte, Identidade Visual, Design e Figurino: Lorena Sender