Bad Bunny fez, como era de se esperar, um show politizado no Super Bowl, na noite deste domingo (8). Sem citar o ICE, o serviço de imigração americano do qual é crítico, ou o presidente Donald Trump, ele usou a música para se manifestar politicamente.

No ápice da performance, já na reta final, ele jogou com a ideia de que América não se refere apenas aos Estados Unidos, e sim a todo o continente.
Seus dançarinos entraram em cenas carregando bandeiras de todos os países da região, enquanto o cantor porto-riquenho os elencava. Ele não deixou os Estados Unidos de fora, mas os chamou por este nome. Mandou, nesta mesma parte da apresentação, um salve para o Brasil, México, Chile e por aí vai.
Em outro momento, o artista entregou uma estatueta do Grammy a um garotinho porto-riquenho, dias depois de seu disco “Debí Tirar Más Fotos” se tornar o primeiro em língua espanhol a vencer o prêmio na categoria de melhor álbum do ano.
Nos shows de sua turnê mais recente, Bad Bunny tem o hábito de levar celebridades para dentro da casa cenográfica que decora o palco. No Super Bowl, não foi diferente. Eram vários os artistas latinos em cena, como Pedro Pascal e Becky G, Cardi B e Jessica Alba. Ricky Martin também apareceu para cantar em espanhol.
No ano passado, Donald Trump criticou a decisão da liga de futebol americano de chamar Bad Bunny para ser a atração do Super Bowl. “Nunca ouvi falar dele. Não sei quem ele é, não sei por que estão fazendo isso. É loucura. E eles culpam algum promotor que eles têm. Eu acho ridículo”, afirmou o presidente americano na ocasião.
